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Bem-vindo

Bem-vindo à Lógica e Pensamento Crítico: a ferramenta intelectual mais antiga do mundo.

A palavra filosofia vem do grego philosophia, que significa amor à sabedoria. Não posse de sabedoria: amor a ela. A diferença importa.

A filosofia não lhe fornece respostas. Ela o ensina a fazer perguntas melhores, identificar raciocínios defeituosos e construir argumentos que realmente se mantenham.

Primeiro Problema

Sócrates: O Pensador Crítico Original

Há cerca de 2.400 anos em Atenas, um pedreiro chamado Sócrates vagava pelo mercado perguntando a pessoas perguntas incômodas.

Um general afirmou conhecer o que era coragem: Sócrates fez perguntas até o general se contradizer. Um sacerdote afirmou conhecer o que era pietade: mesmo resultado.

Sócrates disse que era o homem mais sábio de Atenas, mas apenas porque sabia que não sabia. Todos os outros pensavam que tinham as respostas.

A cidade de Atenas o processou por 'corromper a juventude': o que na verdade significava que ele estava ensinando os jovens a questionar a autoridade.

Eles o condenaram à morte. Ele bebeu a cicuta voluntariamente. Ele poderia ter escapado, mas disse que isso contrariaria tudo o que ensinava.

O pensamento crítico sempre fez os poderosos se sentir nervosos.

Aqui está seu aquecimento: o que é algo que a maioria das pessoas acredita: ou que você acreditava antes: que você acha que pode estar errado? Pode ser grande ou pequeno.

Estrutura de um Argumento

Estrutura de argumento lógico: premissas alimentam a conclusão, comparação válida vs. sólida

O que é um Argumento?

Na filosofia, um argumento não é uma briga de galo. É uma cadeia estruturada de raciocínio.

Cada argumento tem duas partes:

1. Premissas: declarações que você assume ou afirma serem verdadeiras

2. Conclusão: a declaração que segue das premissas


Aqui está um exemplo clássico:

- Premissa 1: Todos os gatos são mamíferos.

- Premissa 2: Félix é um gato.

- Conclusão: Portanto, Félix é um mamífero.


Se as premissas forem verdadeiras & a lógica as conectar corretamente, a conclusão deve ser verdadeira. Essa é a potência de um bom argumento.

Válido vs Sólido

Válido & Sólido

Dois termos críticos:


Válido significa que a conclusão segue logicamente das premissas: a estrutura funciona, independentemente de as premissas serem verdadeiras na prática.


Sólido significa que o argumento é válido & todas as premissas são verdadeiras na prática.


Exemplo de um argumento válido mas insólido:

- Premissa 1: Todas as peixes podem voar.

- Premissa 2: Um salmão é um peixe.

- Conclusão: Portanto, um salmão pode voar.


A lógica é perfeita: se as premissas fossem verdadeiras, a conclusão teria que ser verdadeira. Mas a premissa 1 é falsa, então o argumento é válido mas não sólido.


Agora considere este argumento:

Este argumento é válido? 'Todas as aves podem voar. Pinguins são aves. Portanto, os pinguins podem voar.' Explique sua resposta: e depois me diga se o argumento é sólido.

O que é um Erro Lógico?

Cinco lógicas comuns: ad hominem, straw man, appeal to authority, slippery slope, false dilemma

Erros Lógicos: Argumentos Quebrados Que Só Sontem Convencentes

Um erro lógico é um equívoco na razão que torna um argumento inválido: mas que muitas vezes soa persuasivo.

Erros lógicos estão por toda parte: em políticas, publicidade, argumentos em redes sociais e discussões na mesa de jantar. Assim que você aprende a reconhecê-los, não consegue mais parar de vê-los.


Aqui estão cinco dos mais comuns:


1. Ad Hominem: atacar a pessoa em vez do argumento.

'Você não pode confiar nas pesquisas dela porque ela é financiada por uma corporação.' (A fonte de financiamento pode ser relevante, mas não invalida automaticamente as pesquisas.)


2. Homem de Pau: distorcer a argumentação de alguém para torná-la mais fácil de atacar.

'Ela disse que nós devemos reduzir os gastos militares.' → 'Então você quer deixar a gente completamente desprotegido?'


3. Apego à Autoridade: assumir que algo é verdadeiro apenas porque um autoridade disse isso.

'Este regime funciona porque um ator famoso o endossa.' (Atores não são nutricionistas.)


4. Escorregadeira: afirmar que um passo inevitavelmente levará a um resultado extremo, sem evidências de uma cadeia de eventos.

'Se permitirmos que os alunos usem calculadoras, em breve eles não serão capazes de fazer nenhuma matemática.'


5. Falso Dilema: apresentar apenas duas opções quando existem mais.

'Você é a favor ou contra a gente.' (Você poderia ser neutro, concordar parcialmente ou ter uma posição completamente diferente.)

Identifique a Falácia

Sua Vez

Agora que você conhece as cinco falácias, vamos ver se consegue identificar uma em ação.

Identifique a falácia neste statement: 'Você não pode confiar nas pesquisas do Dr. Smith sobre o aquecimento global porque ela dirige um SUV.' Informe a falácia e explique por que a argumentação é defeituosa.

Dois Modos de Pensar

Raciocínio dedutivo vs indutivo: diagramas de funil comparando a certeza e a direção da inferência

Raciocínio Dedutivo & Indutivo

Existem dois modos fundamentais de construir uma argumentação.


Raciocínio dedutivo parte do geral para o específico. Se as premissas forem verdadeiras, a conclusão é certa.

- Todos os mamíferos respiram ar.

- Uma baleia é um mamífero.

- Portanto, uma baleia respira ar.


Raciocínio indutivo parte do específico para o geral. A conclusão é provável, mas nunca 100% certa.

- Todos os cisnes que já vi são brancos.

- Portanto, todos os cisnes provavelmente são brancos.


A ciência depende fortemente da razão indutiva: observamos padrões e formulamos teorias. Mas as conclusões indutivas podem sempre ser reviradas por novas evidências.


De facto, o exemplo do cisne é famoso na filosofia. Europeus acreditavam que todos os cisnes eram brancos durante séculos: até descobrirem cisnes pretos na Austrália em 1697.

Problema do Cisne

O Problema do Cisne

Considere esta afirmação:


'Eu vi milhares de cisnes brancos. Portanto, todos os cisnes são brancos.'

Esta conclusão é o resultado da razão dedutiva ou indutiva? E é ela confiável: você pode ter certeza de que é verdadeira? Explicite seu pensamento.

Pensando Sem Laboratório

Diagrama de Venn comparando a razão dedutiva e indutiva, com a definição de falácia

Experimentos Mentais

Os filósofos não têm laboratórios ou telescópios. Sua ferramenta é o experimento mental: um cenário imaginário projetado para testar uma ideia empurrando-a até os seus limites.

Aqui estão três dos mais famosos:


O Problema do Trole: Um trole em fuga está se aproximando de cinco pessoas presas nas trilhas. Você está parado ao lado de uma alavanca que pode desviá-lo para uma trilha de lado, onde apenas uma pessoa está presa. Você puxa a alavanca? Salva cinco, mas causa diretamente a morte de uma.


O Navio de Teseu: Um antigo navio é preservado no museu. Ao longo dos anos, todos os tablados são substituídos à medida que apodrecem. Quando todos os pedaços originais forem substituídos, é ainda o mesmo navio? E se alguém construir um segundo navio a partir de todos os tablados descartados?


Caverna de Platão: Imagineie prisioneiros acorrentados dentro de uma caverna desde o nascimento, virados para uma parede. Atrás deles, uma fogueira projeta sombras de objetos na parede. As sombras são tudo o que eles já viram. Eles acreditam que as sombras são a realidade. Se um prisioneiro for libertado e ver o mundo real, eles acreditariam nele quando ele voltasse?

Problema do Trem

Sua vez: O Problema do Trem

Este é o experimento de pensamento mais debatido na filosofia moderna.

Não há 'resposta certa': mas há argumentos melhores e piores.


Dois principais sistemas filosóficos discordam:

- Utilitarismo diz para puxar o gancho: cinco vidas salvas é melhor do que uma, e a matemática é simples.

- Ética deontológica diz que há uma diferença entre permitir danos e causá-los: puxar o gancho faz você um assassino, mesmo se mais pessoas sobreviverem.

No problema do trem, você puxa o gancho? Defenda sua resposta: não apenas diga sim ou não. Explica o princípio por trás de sua escolha.

Filosofia na Selva

Identificando Maus Argumentos na Vida Real

Tudo o que você aprendeu hoje: estrutura de argumento, validade, sofismas, razão dedutiva e indutiva: existe para um propósito: ajudá-lo a pensar claramente no mundo real.


Maus argumentos estão por toda parte:

- Cabeçalhos de notícias que apresentam dilemas falsos

- Postagens em redes sociais que usam ataques ad hominem em vez de abordar a evidência

- Anúncios que apelam para a autoridade (endossamentos de celebridades) ou usam encornalhas (compre isso ou sua vida vai desabar)

- Discursos políticos que constróem homens de palha das posições dos oponentes


Agora você tem o vocabulário para nomear o que vê e as ferramentas para avaliar se um argumento realmente se sustenta.

Pense em uma afirmação que você viu recentemente: nas notícias, na internet, em um anúncio ou em uma conversa. Descreva a afirmação e avalie usando o que aprendeu hoje. A razão é válida? Os pressupostos são verdadeiros? Ele comete algum sofisma?

O que você levará para casa?

Uma Última Reflexão

Sócrates acreditava que a vida não examinada não vale a pena ser vivida. Isso pode parecer dramático, mas seu ponto era simples: se você não pensar cuidadosamente sobre o que acredita e por quê, as pessoas serão pensadoras por você.

Hoje, você aprendeu a desmembrar argumentos em premissas e conclusões, a dizer o que é válido de o que é sólido, a nomear cinco equívocos comuns, a distinguir o raciocínio dedutivo do indutivo e a lutar com questões que não têm respostas fáceis.

Essas não são apenas habilidades escolares. Essas são habilidades de vida.

Em uma ou duas frases, qual é a ideia mais útil que você está levando desta lição? Como você acha que usará?